Uma noite — era só isso que deveria ter acontecido. Sem nomes. Sem complicações.
E agora? Ele está em todo lugar.
Em todos os vídeos virais.
Em todas as manchetes.
Em todos os outdoors.
Acontece que ele não é só um cara qualquer. Ele é Flynn Holland, o novo
astro do beisebol de Lake City. Aquele que supostamente vai acabar com o jejum
de cinquenta anos sem títulos do nosso time (do mesmo jeito que eu fantasiei
que ele acabaria com o meu).
Como se isso não bastasse, minha filha o adora e ele é o
garoto-propaganda da livraria rival.
O sorriso perfeito do Flynn está estampado por toda a cidade, vendendo
os livros deles , como se ele fosse um garoto de ouro traidor — enquanto ele
está aqui me dando o seu melhor.
Passo. Já sofri decepções amorosas suficientes para duas vidas.
Mas aí ele olha para mim, e eu esqueço como respirar.
Sem falar que ele é tão bom com a minha filhinha que chega a ser
injusto.
Ele é absurdamente lindo, ridiculamente persistente e está me arrastando
direto para os holofotes .
Preciso que ele fique longe — antes que eu faça algo de que me
arrependa.

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