Há uma liberdade por trás de um capacete de motociclista.
Ninguém sabe quem você é.
Sem nome. Sem número na camisa. Sem seis irmãos que já eram famosos
antes mesmo de eu ter idade legal para dirigir, e sem ninguém me parando na
calçada para perguntar se eu sou mesmo parente do Chris Kingman.
Então, quando encontro Clover presa em uma árvore com seu gato, continuo
de capacete.
Faço piadas sobre The Mandalorian, resgato ela e o gato e me sinto um verdadeiro
gênio quando peço seu número e ela me dá.
Na verdade, sou um idiota. Ela é a nova treinadora de dança e líderes de
torcida dos Cincinnati Tigers. O time em que, por acaso, sou o quarterback
titular.
Não posso continuar escondendo isso dela. Seria uma atitude de babaca.
Ela descobre antes que eu consiga contar. O que, de alguma forma,
consegue ser ainda pior.
E, só para complicar ainda mais as coisas, o chefe nos encarregou de
trabalhar juntos em um projeto ultrassecreto para desmascarar quem está
sabotando o time e, para manter nosso disfarce? É claro que teremos que fingir
que estamos namorando.
Vamos fazer isso porque Clover se mudou para Cincinnati para realizar o
impossível: montar um time profissional de líderes de torcida com diversidade
corporal em uma liga que nunca teve algo assim, para uma equipe que todo mundo
diz não ter futuro.
Alguém poderoso está apostando que ela vai fracassar. Ela aceitou a
aposta, e eu estarei ao lado dela para garantir que ninguém a machuque.

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