Supostamente, você deveria sonhar com o dia do seu casamento. Mas o meu
foi um inferno.
Por um momento proibido, Theo foi a minha fuga. Ele me viu... não como
uma peça nos jogos da família, não como uma noiva relutante, assustada, sozinha
e ignorada. Ele me deu o que eu precisava, um último desejo para que eu
conseguisse suportar.
Então aquele momento acabou, e minha vida com meu marido começou. Meu
carcereiro. Meu monstro. Para ele, eu não sou nada além de um receptáculo para
seu legado, um corpo para usar ou destruir, uma alma para esmagar sob seu sapato
caro quando meu corpo não se comporta como ele espera. Ele não me ama. Não
precisa amar. Dor é tudo o que ele me dá, e ela me consome. Tenta me destruir.
Mas eu me lembro do toque de Theo. Da promessa em seus olhos quando tive
aquele vislumbre fugaz de como a vida poderia ser. Antes que a escuridão me
engolisse por completo. Antes de eu fazer votos que nunca quis cumprir.
Na alegria e na tristeza. Até que a morte nos separe.
Ele está por aí, em algum lugar, tão preso à minha lembrança quanto eu
sou assombrada pela lembrança dele. Meu salvador. O único homem que um dia se
importou comigo.
Neste mundo, aos pés de Rafe, meus desejos não significam nada. Mas eu
rezo para que Theo me encontre, me salve, me leve de volta àquele momento com
ele. O único homem no planeta ainda pior para mim do que o meu marido.

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