O único cara que eu não suporto no campus agora é meu colega de quarto.
Carter Prescott é um daqueles caras
que tem tudo. Família rica… ok. Boa aparência… ok. Inteligência para combinar
com toda aquela força… ok. E nem vamos falar daqueles músculos esculpidos (não,
sério, não quero falar deles). O cara malha como se fosse sua profissão. Já
mencionei que ele é uma das principais escolhas do draft da NFL deste ano?
Claro, talvez no começo eu tenha me
deixado levar pelo rosto bonito e pelo corpo escultural. Que garota com pulso
não se deixaria? Mas a presença irritante dele matou qualquer atração que eu
pudesse ter sentido há muito tempo. Tudo bem, tudo bem… isso não é totalmente
verdade. O cara é um gato, tá? Pronto, admiti. Puxa. Mas isso não significa que
ele não seja um babaca convencido.
Carter é o melhor amigo do meu primo
e, graças ao estado de transe em que eu devia estar quando aceitei morar aqui,
ele é meu colega de quarto no último ano da faculdade. Tudo estaria bem se ele
parasse de me encher o saco. Mas ele é incapaz de se controlar.
Então, quando ele passa dos limites,
quem pode me culpar por revidar? Carter quer trazer alguém para passar a noite
no apartamento? Por mim, tudo bem. Tem algum problema se eu os emboscar de
manhã e me apresentar como a mãe do filho dele? Estou exagerando se eu preparar
brownies com laxante para que ele se cague todo no campo? Não, acho que não…
A verdadeira questão é como vou aguentar mais oito
meses sem começar a apertar o pescoço dele com força. Desculpe, você achou que
eu ia dizer outra coisa? Por favor, como se isso fosse acontecer…
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